ANS obriga planos de saúde a cobrir transplante de fígado

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela fiscalização das operadoras de planos de saúde e pela regulação do mercado, anunciou nesta última sexta-feira (30), a decisão da Diretoria Colegiada de incluir no Rol, uma lista de seis novos itens. Sendo cinco medicamentos voltados para o tratamento de infecções hospitalares fúngicas e o transplante de fígado passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde para o tratamento de pacientes a partir desta segunda-feira (3) após a publicação no Diário Oficial da União.

Os pacientes que estejam com doença hepáticas e que estiverem na fila única do SUS e forem comtemplados com a disponibilização do órgão, terão o transplante custeado pelo plano de saúde. Foram realizados ajustes no Anexo I do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para assegurar a cobertura da cirurgia conforma os processos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes e conforme a situação do paciente.

Com a publicação no Diário Oficial, será coberto pelos planos de saúde o acompanhamento clínico-ambulatorial do paciente, o período de internação necessário e testes PCR conhecido como teste molecular, para detecção do citomegalovírus (CMV) e do vírus Epstein Barr (EBV), vírus que podem infeccionar pessoas que fizeram transplantes recentemente.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil conta com o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, já que cerca de 88% dos transplantes no país são financiados pelo SUS. Atualmente, cerca de 37 mil pacientes aguardam na fila por transplante e 2.030 delas esperam um fígado. O transplante desse órgão é o segundo na lista, depois do de rim, que é uma necessidade para 33.990 brasileiros.